segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Por que ler Dom Quixote ou umas frases sobre a importância de ser pai

Sim, amigos, prometo que não vou me demorar muito. Trata-se de contar um pouco dessa experiência que é ler um livro tão famoso, sobre as aventuras de um personagem tão conhecido que nos atravessa como dúvida impertinente. Afinal, por que ler Dom Quixote? O que possui de tão raro o Cavaleiro da Triste Figura, que chega tão perto até dos ouvidos mais reticentes?

O que se deve dizer, ou melhor, revelar, para que tentemos a leitura, é a natureza desse herói: matéria prima que sonha a partir de livros, tão fortemente que por eles é levado, quase sempre ao ridículo, sujeito às piadas de toda a gente, reconhecido por ser motivo de riso. Quem quer ser este Dom Quixote? Ninguém certamente.

Será mesmo?

Porque Dom Quixote também é imensamente aqueles que as páginas de livros já carregaram para mundos distantes em busca de histórias incríveis. O Cavaleiro da Triste Figura tem uma coragem. Louca, perigosa mas real. É claro que ninguém sai por aí vivendo a vida tal qual a lemos nos livros, ainda que se queira. A realidade cobra seu preço aos sonhos de toda a gente. Dom Quixote paga esse preço, persegue o que não existe, os rivais em forma dos tais moinhos de vento.

Tão célebres... Mesmo que não se fale de sua verdadeira importância. Caminhar pelas ruas acreditando em ilusões, transportando apenas um sonho e uma verdade: sou o que desejo ser! Apesar dos outros, das gargalhadas e das reprovações. Dom Quixote não concede ouvidos a ninguém, nada a não ser sua imaginação delirante o convida a viver. E ele vive, como o pai possível dentro de cada homem, na esperança de um dia ser convidado à grande aventura. Imaginar o que vem do sonho dentro de nós é o que Cervantes realiza em Dom Quixote, o que ele põe no mundo. Ser pai talvez seja esse descobrir o que melhor podemos ser em nosso coração. Feito o filho no coração do mundo.

nota: o Marco ainda não é pai e imagina como ser pai seria.

4 comentários:

Roberto Oliveira disse...

Nada a comentar sobre o seu texto, só calar e calcá-lo fundo dentro de nós. Ah! sobre sua nota, ao final, ser pai é sem sombra de dúvidas, quixotesco. Um abraço.

Marco Antonio Martire disse...

Fico feliz que tenha gostado, Roberto! Um grande abraço.

Bruno Moreira Lima disse...

A imaginação é o filho de nós mesmos, porque resulta na constante recriação de si mesmo (recreação)... Perfeita colocação! De fato, um conselho encorajador a um filho, desde que se alerte a ele essas ressalvas que você mesmo colocou: o "apesar dos antagonistas" que queiram ferir. Realmente, contra esses, precisamos estar preparados... Grande abraço, meu amigo! E continue nos brindando com seus pensamentos!

Marco Antonio Martire disse...

Valeu, Bruno! Vive-se e aprende-se, conforme as críticas e experiências. O importante é caminhar, prossigo, alimento minha imaginação com as esperanças. Abraço!

 
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