quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Perto da praia











Era alguém fugindo da praia,
que trazia a brisa,
e escancaradamente sente:

um mar de gente
sobrevivia no tráfego
inteiramente sã.

iam com pressa
abrir as gavetas;
chegariam sem calma
aos vestiários.

e as levas de suor nas testas,
os braços molhados
com a necessária coragem.

perto do mar viviam
perto de lá trabalhavam.

com a garganta presa
ao copo de água
diante de uma tarefa rotineira.

Mais que estádio pago
bom pra fãs
em tarde de domingo!

Seguem o papo da televisão
e falam dos males da respiração.
Eis a sina renitente de um dia,
o presente para a vida...

em sons de semáforos acesos
e luzes das faixas brancas da rua.

As ondas ausentes
quebrando em perfeitos infinitos.
O horizonte azul de janeiro.

precisariam ser quem?
para merecer sem queimar os pés
as areias ensolaradas
dos seus corações comedidos?

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