domingo, 2 de dezembro de 2012

As bonitas

As bonitas
e a atenção
que as visita.

a entender
de peito
e bunda,
cabelos:

enrijeciam,
esticavam
os ossos

que aqueles
vasculhavam...

dos pés
à roupa,
do nariz
à pompa.

por serem remédios
do maledicente dia.

Não foram elas as donas
dos escritórios
durante a jornada fria!
padeceram de vontade
nas listas de promoção.

em qual lugar crescer
feito gente de verdade
sob o mesmo sol?

sem gestos menores
ou cadências exageradas...
por um punhado a mais
de trocados
no bolso mínimo.

para os filhos,
deles e por eles
sempre eles.

Nas capas de revistas
no entendimento
do marido e da mãe.

sem outros homens
e exageros.

só a sede
o abraço longo.

em casa
longe da fome das ruas

escancarada e velada
que mede seu passos
com sofreguidão.

dizendo seus nomes à brisa
que percorre o bairro,
que nem uma música
que nenhuma música.

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