domingo, 14 de outubro de 2012

Vozes ferozes contra o Nobel

O escritor chinês Mo Yan (foto ao lado), 57 anos, agraciado com o Nobel de literatura de 2012 na semana passada, terá que lidar com as ferozes críticas de seus conterrâneos dentro e fora da China. Depois do celebrado artista e ativista Ai Weiwei classificar como intolerável a sua premiação, desta vez quem ergue a voz para condená-lo  é o escritor dissidente, refugiado na Alemanha, Liao Yiwu. Para ele, Mo Yan não passa de um "poeta de Estado", que se esquiva de criticar abertamente o regime chinês.

Fica a impressão de uma cobrança demasiada sobre Mo Yan. Nem todos tem o temperamento necessário para a contestação política, preferem atuar de forma mais sutil, refletindo com delicadeza aspectos da sociedade em que estão inseridos. As patrulhas ideológicas, quando existem, são sempre prejudiciais. É claro que as opiniões manifestadas merecem atenção e ajudam a lançar luz sobre a questão das liberdades individuais na China. Rotular o trabalho de um artista, contudo, não é o caminho. 

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