segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Que nem água

Que nem água
e não vinha do copo
vinha do corpo
admirável
preso à esteira.

porque a brisa do mar dentro
e os joelhos firmes diziam:
me liga!

se mais uma
desdiria meu bem querer

por causa de umas pernas
talvez mal tratadas;

ainda sei
que não merecia
a espera.

eu vou lá
pedir
sem ser pedinte
sem ser mais
mereço mais.

ser outro
e ser meu

balançar
em troca da última vez,
sinal que não dei.

água minha,
em troca daqueles anéis.

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