sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O vão

Há o vão
cheio de sombra
sem pomar.

Há o vão
com uma luz
sem ar.

descer
por uma escada
cuidadosamente
é o que faz
uma perseverante gente

se não enxergam
o seu estado,
que é o estado
de quem tem dúvidas,
prosseguem:
descem
como se uma loucura
as levasse,
estranha
com uma carga tamanha
que uma vez no chão
por que não olhar?

como eu queria
poder tirar alguém de lá!

mas também se vive ali
com medos
e caminhos impossíveis.

há todo um mundo
naquela escuridão
que qualquer um teme
porque se respeitam
cartões e o crédito.

tentaria uma disciplina.
Uma experiência ensina
que não se sobe
senão devagar,
embora eu não tenha visto
surgir quem fosse
daquele mau lugar.

Há um vão
por aí
por ali
em cima do mar.

não sei ler a placa
que diz:
por favor, contornar.

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