sábado, 14 de julho de 2012

Resenha de "Pé na estrada", de Jack Kerouac

Aproveitando a estréia nos cinemas do belo filme de Walter Salles, republico aqui uma resenha que fiz em 2002.

(On the road) Brasiliense - 1984.  
Tradução de Eduardo Bueno e Antonio Bivar.
Reza a lenda que as mais de trezentas páginas desta obra teriam sido escritas durante apenas três semanas em que Jack passou trancado em um motel, por vontade própria, à beira da estrada. Verdade ou não, muito mais já foi dito sobre JACK KEROUAC: afinal, foi ajudante de cozinha, jornalista esportivo, apanhador de algodão, vigia de incêndios florestais e até limpador de convés. Ou seja, um autêntico nômade. Sua América amou sua prosa espontânea, quase auto-biográfica, aplaudiu seu talento e o valor de PÉ NA ESTRADA, título feliz desta edição brasileira.
JACK KEROUAC, ou Jean Louis Kerouac, nasceu no dia 12 de março de 1922, em Lowell, Massachussets, EUA, de família franco-canadense. Em 1950, publicou seu primeiro livro, THE TOWN AND THE CITY, mas foi com PÉ NA ESTRADA, escrito em 1951 e publicado em 1957, que conseguiu notório reconhecimento. Nestas páginas, KEROUAC conta a história de Sal Paradise e Dean Moriarty, dois jovens que, no fim dos anos quarenta, incapazes de suportar a melancolia do confortável american way of life, atravessam o território norte-americano viajando sem destino, de leste a oeste, e depois de norte a sul.
A obra imortalizou as motivações de toda uma geração de poetas e escritores dos EUA, mais tarde conhecida como geração beat. É um legado de viagens sem rumo, sem Pasárgadas ou Penélopes, montado pela atitude comovente e delicada de Jack diante do mundo. Inspira à aventura como nenhum outro.

JACK KEROUAC morreu em 21 de outubro de 1969, rendido ao alcoolismo e à introspecção, em sua casa, em St. Petersburgo, Flórida, junto de sua mãe e de sua esposa Stella. Praticamente um ano depois da morte de Neal Cassidy, seu colega de viagens, em quem se inspirara para compor o personagem Dean Moriarty.(17-08-02)

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