domingo, 4 de março de 2012

E a fila do fim de semana?


A gente divide o elevador com outros frequentadores do shopping. O cheiro é de multidão. Enquanto subimos, pensamos no que nos espera à frente: a enorme fila diante da bilheteria do cinema. Pode-se comprar com as atendentes ou na máquina que aceita o débito automático, mesmo assim, demora. O tempo passa, o prazer de assistir ao filme se dilui com a espera.

Quem gosta de curtir um programa no sábado à noite provavelmente já viveu essa história. É nessas horas que a sensação de habitar uma lata de sardinha aparece com tudo. E lembramos do metrô, dos almoços, dos banheiros. Gente. Gente por toda a parte. A metrópole mostra seus caminhos inevitáveis.

Quando criança, invejava uns colegas que no fim de semana viajavam para uma casa na praia ou na serra. Hoje o sentimento não é mais o mesmo. Encarar aquele viveiro de carros espremidos nas estradas? De jeito nenhum. Nessas ocasiões, quando a cidade se esvazia, fica do jeito que eu gosto. Cinemas, restaurantes, praias seduzem novamente, dá vontade de sair do quadrado.

Ainda vão inventar por aqui uma cidade diferente. Onde o cliente não seja apenas mais um na fila interminável e não tenha que bancar o chato porque o atendente não entende que se quer só a pipoca. O balde de refrigerante zero tem quilos de sódio! Pode ser que eu esteja apenas mal informado e em algum lugar da metrópole exista o cantinho perfeito pra mim no fim de semana. Essa pergunta o Google ainda não me respondeu. Vai ver quer que eu continue tentando. Eu vou.

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