sábado, 14 de janeiro de 2012

Em vez do passado

A memória cansa o veloz
dono da arcada dentária;
tem uns medos do que foi
a partir do assento da cadeira de balanço.
Não são breves
os imaginados que confunde com lembranças.
É pausa de um dia inteiro.

Então se lança ao exercício do futuro
e interrompe o cigarro na janela.
está fatigado; é... fadigas o assolam.

Quer entender-se com o que não tem nome.
o finito azul adiante
e a dor violácea
que é o sangue de si estranho.

Há meio litro de lágrimas nos dentes
depois do seu presente

Não se reconhece no comprido corcunda
que narra as novidades,
as batalhas na mesa de jantar.

Come como um general
e tem comichão de examinar sua pulsação,
saber mais do que lhe comprime o peito.

Mas enquanto observa
a cena costume, vem
vem do além as doenças;
um sopro repentino
cor de abóbora
quase estrume:
é do solo em que enterram restos mortais.

Os dias sumiram,
a armadilha

A poderosa história terminada.
o fim
a temível que o olha de lado.
aquela que sementeia os braços e pernas
no asfalto quebrado
por onde trafegam os imortais pasmos.

2 comentários:

Bruno Moreira Lima disse...

Não será esse seu futuro... Terá amigos para conversar, estou certo! E rir da "temível", dando-lhe tapas na cara, de tão pronto: "_ Me leva então sua vadia! Huahuahuahuahuaha!" Pelo menos, é assim que penso que um cavalheiro deve ir... Valhala!!!

Marco Antonio Martire disse...

Valhala é certamente um lugar legal pra ir! Paraíso de primeira.

 
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