terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Um café com frutas

Lembro sem desejar
o gosto de frutas
a estudar comigo.
Escangalho seu sabor
com o aroma
do café rutilante.

São a fumaça densa
e a não fumaça;

Quero-as quando não são
o despertar de ontem
mas essa disciplina fracassa.

São hoje o que foi feito delas (fumaça)
e terão parte amanhã do gosto de hoje.

Puro. Grão.
Que semeia as histórias
e sentidos.

Este café ergue
transborda
avança o dia.
Ele é assim, um menino levado,
um homem apertado,
não é superfície.

Não queria o gosto das frutas
mas ele é tão café que apaixona.

Seus goles são conclusões imperfeitas.
A realidade é tão somente madureza
que a gente bebe e come. esconde.

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