sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O seio - parte II


Não é mais seu
quando passa, quando sinto
a maciez impregnada do café.

É um outro
do que já foi aos meus olhos
seio
das minhas alcovas;

quer ser novidade, eu sei
a gravidade de seu nu cor de abril,
jovem.

A legenda, quer-me palavras
frases libertas de movediças
guiadas pela exatidão dos caninos;

Sou um novo homem, digo.
e nasce desse princípio:
não é novo, nunca.

É um que não quer olhar pra trás.
O gigantesco farol apontado para a cama,
cena de prováveis receios.

Fazer feliz.
A vontade infinda.

4 comentários:

Paulo Corado disse...

eu sei que este comentário não vai ser postado mas não posso deixar de expressar a minha opinião em virtude de este ter sido o poema mais sem nexo que já li, isto é apenas um conjunto atabalhoado de palavras sem qualquer conteúdo e desconexas.liberdade poética é uma coisa mas isto...o que significa por exemplo na primeira estrofe "maciez (macieza em português)impregnada do café"?
a maciez (macieza)que é atributo do que é macio nunca pode estar impregnada de coisa alguma, será impregnada do café?ou por outro lado o que tem a ver o café ( ou algo impregnado dele)com a maciez?que tem tudo isto a ver com o seio?
and so on, é ridículo demais estar a analisar isto...

Marco Antonio Martire disse...

Paulo, eis aí seu comentário. Mas sinto-me compelido a retrucar. Digamos que o café se derrame sobre uma capa de veludo. Teríamos aí a maciez do veludo impregnada de café, não é? O exemplo me parece análogo à ocasião do meu poema, muito embora eu acredite que haja outras possibilidades mais felizes, como por exemplo provar do seio com o gosto do café na boca, e por aí vai. De qualquer forma, sinto que você não gostou do poema, o que pode acontecer, infelizmente com frequência maior do que gostaria. Minha intenção é sempre encantar, uma pena não tê-lo contemplado. Gostaria ainda de conhecer sua opinião sobe outros poemas de minha lavra. Um abraço.

Fernando de Mattos disse...

Olá Paulo Corado! Conhece essa letra de uma velha canção do Gilberto Gil? É isso...

"Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora"

Marco Antonio Martire disse...

Não conhecia a letra, mas ela é bem apropriada ao assunto, pôr limites na metáfora é podar tanto a imaginação, destruir a lata, desistir da meta, não quero. Na verdade, quero mais é o contrário, brincar dentro da lata, me balançar na meta. Vamos que vamos! Um abraço.

 
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