sábado, 19 de novembro de 2011

O salva-vidas para e pensa outra coisa

O que é dele esquerdo desanda,
quer nados pra fora de março,
sair pro mundo.

Vasculha por ouro,
que não vale nada,
não nessa enciclopédia
nesse ar de areia.
Ele foge dos seus dedos,
vai vestir os encantados.

Sua sorte
é a praia na cabeça
que o move em liberdades,
excita o homem
sem chips de silício;

O traje demora no corpo são;
se o largasse na engrenagem...

Sete pássaros passam. São do norte. Do mar continente.
Ele os vislumbra como outros: nas telas das câmeras
nas casas dos que filmam
longe da calmaria que na cadeira ostenta.

Assim. pavio.

Perigoso. Saltar
a parte que é louça na pia,
e o sanduíche tremendo no café.

Pede explicações ao vento,
o vento sacode os desejos nus:
Se abrirá com ela
seu beija feliz.

Mais do que pouco
desquer olhar pros bolsos
depois do duro pôr-do-sol.

Um comentário:

Ricardo Novais disse...

De fato, é muita presunção para pouca literatura...

 
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