quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O seio

Ele governa a mesa
quer não ser popular,
mas é que o seio me lembra
uma forma madura;

tive aulas
do que é
suor prazeroso!

Esses cheiros me levantam
e a querência não é passageira,
entrega umas coisas tortas,
umas memórias tortas
que não quero cultivar.

Maledicente memória!

Tudo te está entregue
até o seio
envolto em camiseta
e pedidos de perdão.

Cobrir-te de beijos
fazer oferenda
louvar suas camas;
minhas teimas.

Que anos são esses levando-me?

Eu vejo seio e ele
decanta minha história.
Toma parte, explora...

Sempre que vou
volto.
Dez passos e volto cinco.
Pago dízimo.
desaprendo;

Invento-lhe a profissão.
Precisaria ser, ser mapa!
Nele me escondo ou acho
respirações fecundas.
Que um seio lindo, absurdamente puro
assuma o gesto:
é atriz, bela e bela
desata nós do meu passado.

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