terça-feira, 8 de novembro de 2011

Coelhos

Cortar ao meio o dia
era o que fazia, metade ao cotidiano.
e entregava meio mundo de seus olhos
aos ambientes refrigerados.

Se não houvesse outra notícia,
ao menos, essa era a boa.

Assim, carregava o corpo com teto,
ameno como chuvas,
ao desafio:

saborear a outra metade,
um dilema.

Houve tempo em que não pensava
seguia
e os tortuosos e violentos caminhos da liberdade
estavam toscos sinalizados.

Mal que havia eram sedes
e líquidos desjejuns;
uns olhos secos, as pêras.

de parte em parte
escrevia seu nome,
abraçava e corria
onde é sem túmulos.

Não havia pontos de chegada.
umas discussões coléricas e basta!

Essas impressões que herdava
eram presentes aflitos.

Deitado na enorme cama sem perigos
esperava mais.
Uma projeção feliz depois de pães comprados.

Lia à base de espadas,
uns suores da luta que precisava.
Enxergar o caminho e não estar perdido
simbolizavam todos os bilhetes
das garrafas cedidas ao acaso.

O próprio dedo devia erguer
e apontar como bússola um norte
ausente de ônibus, ouriços,
e falhava.

À parte o caminho
o que mais lhe faltava
uma demonstração bela
o exemplo em cores suaves.

diante de nós, perdera o desbravar
e seu medo eram coelhos
gigantes como pesadelos
em torno de seu colo pequeno.

Pretendia criá-los docemente
como sonhos à beira-mar.

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