domingo, 27 de novembro de 2011

A bailarina mudou

Estacionava ainda
com o nome do pai
e as intenções passageiras.

Por dentro, mágica
e contos de fada.
ursos pra dormir.

Descobrir era só verbo,
quem a conduzia flexionava,
ganhava o contorno de seus lábios,
a expressão nova.

Que salto puro.
Que exigência!

Falta-lhe o nome na capa do caderno
voz suave, eu te adoro
mas não sabe...
tem professor.

Pede uma nova música,
o desenho do exercício.
insinua paixão.

Atendem-lhe. Não ouvirão
o bater dos pés, como se água
fosse negada.

mais uma que acaba;
observar é uma dor de dente,
os falos ardentes devorarão mais essa
não importa que seja feliz.

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