sábado, 1 de outubro de 2011

Sábado

Percebo a sina
comove o sábado
o sol e a retina

Já já sinto falta
do rei-céu na minha pele
espuma pêlo e meus delírios:

É não caminhar com ele
nos bolsos
casado com uma virgem.

A cama é mero físico,
o senhor remoto

O sábado! Chegou
e há pastel na feira,
suco na cana,
música alta e murmúrios.

Aguardo os sinos...
eles querem meio-dia

Vou baixo
cobrindo meu umbigo.
Dilatado desde o princípio.

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