sábado, 15 de outubro de 2011

Resenha de "Tudo destruído, tudo queimado", de Wells Tower

Adquiri meu exemplar depois de ler em algum lugar que Wells Tower tinha sido considerado nos Estados Unidos um dos autores americanos mais talentosos com menos de 40 anos.

Seu livro de estréia, “Tudo destruído, tudo queimado”, Editora Rocco, 2011, exibe seu talento para apresentar personagens comuns, que levam a vida com dificuldade, sem qualquer glamour. São vidas tocadas por uma espécie de comodismo, onde o banal é a matéria prima de seu dia-a-dia. Assim, descobre-se, em suas 253 páginas, uma gente contrariada, preocupada mas conformada com o ingrato destino. Seus heróis estão soterradas sob toneladas de bom senso, de ignorância e de solidão. Caminham pelo mundo alheios a qualquer filosofia de sucesso pessoal, o bastião da América. Parecem carregar no peito: não há nada que posso fazer. O rumo que tomam é o do cotidiano e ele sempre vence, com sua carga invisível, desviando-os de qualquer alternativa salvadora.

Um bom livro de contos, mas impressionaria mais se o autor trabalhasse melhor os finais, aos quais, vez ou outra, simplemente falta suficiente inspiração. Esperemos que, no próximo livro, Wells Tower nos dê motivos que justifiquem a tamanha expectativa.

Um comentário:

roberta disse...

Oi, Marco. Vim retribuir as visitas e os comentários que você deixou lá no blog do Social Rock Club.

Ainda não tinha ouvido sobre esse “Tudo destruído, tudo queimado”, mas parece ser um livro interessante – especialmente os “heróis soterrados sob toneladas de bom senso, de ignorância e de solidão”.

 
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