quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Resenha de "O tigre branco", de Aravind Adiga

Em o O TIGRE BRANCO, editora Nova Fronteira, 2008, o autor constrói um romance comovente sobre a condição de vida na Índia contemporânea. Nas suas páginas, surge uma nação corrupta, repleta de verdades inconfessáveis, onde o protagonista, nascido de uma casta de confeiteiros, percorre inesperados caminhos rumo ao sucesso empresarial.

O protagonista Balram, narrador do romance, é um assassino, logo confessa. Mata o seu patrão na tentativa bem sucedida de fugir da pobreza. Antes disso, abandona as convenções de uma sociedade camponesa extremamente conservadora e se lança para a selva solitária das metrópoles indianas, onde o seu destino miserável parece selado. Daí, surge o assassinato. Um ato extremo de rebeldia, sua apoteose diante de uma família que despreza, que lhe cobra a todo instante a maior parte de seu dinheiro. Para ela, não existe maior sorte do que a família. Balram Halwai discorda. Ele é quem faz a sua sorte e é por isso que comete o maior ato de vilania possível.

O TIGRE BRANCO é um romance de grande sinceridade, 263 páginas de puro fôlego, laureadas com o Man Booker Prize 2008. Uma leitura prazeirosa, que nos apresenta o inconsciente trazido à tona de uma Índia milenar.

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