terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como de tudo

Eu setenta por cento vivo
no cumprir os momentos
as esperas.

Eu sou quilo por quilo
do que me faço,
bendito dia me desfazendo
espantoso brando.

Assisto ao carro da calçada:
e o motorista,
acintosamente tráfego.

Eu me vejo no processo,
que me abre as páginas
numeradas,
os dias assinaturas.

Esse abre e fecha processo
cotidiano
estranha meu nome
almoçando vivo.

Sou feito comida.

Um comentário:

Lilian disse...

por onde anda o poeta
tão ausente desta tela?
semeando ou colhendo
inspirações?
que voltem tuas palavras,
ambiguidades e metáforas
e o prazer em te ler

 
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