terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nas ruas

Não tem o que dizer o poeta, diz o narrador.
Ele segue com a vida, é a resposta,
e ela se exclama,
ela se arranca dos carros e dos pontos de ônibus,
de onde vem essa gente
no tráfego vespertino.
Há uma certa lógica nesse vaivem
que contradiz todo o planeta.
Pois parece um absurdo que nas ruas
prossigam adiante tantos carros;
não é de se esperar que não desse certo?
uma confusão tamanha de veículos indo
em direções tão diversas?
Eles prosseguem desse tamaninho
quando se observa a cidade e mais ainda o país.
É ou não é uma grande invenção?, pergunta animado.
Que invenção é essa!, origem de tanta reclamação.

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