sábado, 14 de agosto de 2010

Meu costume

Hoje o frio te representa,
não me incomoda
mas me leva à cama,
onde tua presença fortuita,
fugidia,
uma vez mais faz falta.
Pergunto-me onde está
teu fulgor dourado,
teus cabelos esparramados
sobre o macio dos colchões.
O que você faz de dia?
Onde te encontro?
No lugar mais provável,
incendiando as ruas
com teu calor de verão?
Não menos incendiado
é o meu coração,
esse músculo louco
a bater mais forte que qualquer tambor.
Não menos louca é essa vontade
de te ter apertada contra o peito,
tua beleza fascinada pelo aconchêgo.
Esqueço o frio e lembro de tudo:
teu calor é meu,
por costume alucina o corpo.

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