segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Inquietações

Uma inquietação abre espaços
e me deslumbra;
o homem deveria se acomodar
o que não acontece.
Faz perguntas, muitas perguntas
e estas tomam forma de poema.
Não curto interrogações demais,
mas estas deslumbram
pois não vem respondidas,
surgem sozinhas prenhes de silêncios.
É infinito e solitário esse silêncio,
porque necessário e só meu
(mas pode ser de outros),
meu mesmo.
É difícil caminhar perguntando,
o ar se torna apenas suportável,
uma espera de mais um poema.
Que ele traga a resposta, eu quero,
mas no digitar do teclado
indago, indago.

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