sábado, 7 de agosto de 2010

Amar é

A vontade de amar enche de alegria
este ser ator
com as obrigações do trabalho;
ao mesmo tempo, ela resoluta
torna o processo difuso, ansioso.
Ela não passa de mão em mão,
como era de se esperar.
Ela permanece e não fenece
sobre as ondas de folhas e dígitos.
A vontade de amar é una comigo
porque me pertence.
Ela não se desfaz, antes comunica:
o dia é longo e é preciso mais.
É preciso mais de mim para
o retorno à alegre arte de amar.

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