quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ebulição

Te quero rendida
(solta no abraço),
quero me render
(e beijar-te tanto)
e estender-te o movimento:
este meu estado
de contemplação,
teus braços de mármore,
teu corpo de dama,
se entendem.
Teremos um e outro
direito a ele,
prazer sutil e artíficio
da cama e dos bordéis?
Eu te sacio a fome
no meu peito de homem,
aconchêgo danado.
Você na cama e
ao meu lado?
Topo pela vida
nas pedras do caminho.

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