quinta-feira, 11 de março de 2010

Na multidão

É absurdo motivo
te querer: diz a música.
Eu te vejo então
e a estrada é o sonho
dirigindo sob a Lua.
Escancaradamente parado,
fito teus olhos e o véu
que é pingos d´água.
Banha o movimento,
leio teus lábios,
peço que me toque na concha suave do abraço.
O difícil é não caminhar
nessa atmosfera em que todos se agitam.
Quando o perfume assusta o sono
e galhos se partem e a água escorre,
percorre a distância até a cama,
eu e você, no quarto, ou quem sabe no motel!,
pertencemos ao orgulhoso universo de nós dois.

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