terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Nossos nomes

Há olhar na multidão
que me lembra...
um vagar de cabeça,
o colo gentil e suas formas retas,
artérias lentas,
à beira da ação perfeita:
uma história absorve e os ares se tocam
(as sílabas como se moléculas fossem)
sobre línguas contra o céu da boca.
Tentaremos uma flexão romântica
enquanto se mexem os cotovelos?
pra que em nossos músculos o convívio
prove palavras duradouras.
Coxas próximas!
Rostos em supino a comemorar...
O trato do peito em paixão
ou a sina da rua, da multidão.
Você mais perto de mim
alguns passos
e pronto! Estamos juntos.
E o primeiro sim.

Um comentário:

Gio disse...

Bem bacana esse poema. Ritmado ágil...e de repente uma pausa. Gostei!

Bjo Gio

 
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