terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Poemas por dois

Admiro-te com tanta vontade
que a imagem, bela e curiosa,
perdura dias na retina infatigável.
Teima com a distância do desejo,
o sol a lavar-me os olhos, este divagar.
Diante de mim te vejo, sem tarefas
nem torneio.
Somente o mar te rodeia:
mar de ondas sem norte.
És caminhada, um animal a cores.
A lente... a pele revela
água e areia, nudez até onde o furor alcança:
nas praias, serras ou cidades. Encontro-te.
Nas planícies. No escuro.
Será sua forma esmerada
linda como jóia um feitiço?
no breu, lar dos sentidos,
eis-me de mente e corpo,
coração em abrigo.

Um comentário:

Gio disse...

que lindo! :')

 
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