quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ciberespaço

Abraça-me o chip,
eis que é da tela o momento.
Mas não estou nela
nem na cerveja
ou na batata frita.
Não estou na academia,
nos músculos de aço que
trafegam naqueles cabos.
Eu não estou neste cabo,
ó invisível servidor!,
estacionado em parte alguma
ou em partes seguras
(a grande rede requer uma senha).
Mas até sinais de trânsito
me vêem por aí:
vivo e alegre
a passo largo, desajeitado.
É certo que vou para onde quero ir.
Só não conheço o momento...
que seja como eu, leve e solto.
Este é como um corpo dormindo,
meu braço na relva, pernas adiante
e uma conexão aberta.
Olho o semblante na tevê.
O ser se deita
com toda a esperança.

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