quarta-feira, 1 de abril de 2009

Escuta meu desejo!

Eu fosse também cumpria

poemas de mesma rima,

que o tempo auxilia

por ouvir as biografias.

Mas se o desejo

se funde em vento

e o vento do beijo

é fuso do pensamento...

sou pequeno em verso

e a emoção que é nova,

escrito este leve incerto,

enxagua a tinta e aprova.


Travesseira de abraços

cultua mistérios de mim,

Se te cubro a olho caço,

peço segredos a Diadorim...

que espera te criou?

O molde cedo derrubado,

outra forma espantada,

amores... destemperados?

Ousar querer assim

sono e encanto passados

é queimar de novo fogo,

gelo em rios desmisturados.


E se o tempo respeita,

pois à força do vento,

é tal que te ouve seco,

cuida-te dos fusos de beijo.

Esquece o que é hora

às voltas com passados...

memórias que merecer

é dever não receber.

Sei que minha lição

é tua porque me toma:

criar é querer

uma forma de viver.

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